quinta-feira, 21 de novembro de 2013

De namorados a noivos: qual a hora certa para casar?...

Especialistas e casais avaliam qual o melhor momento na relação para subir ao altar - e como abordar o assunto com o parceiro.


É natural que homens e mulheres em relacionamentos estáveis sejam confrontados com perguntas sobre seu futuro como casal: têm planos em comum, vão morar juntos, ficar noivos? Tantos questionamentos podem gerar ansiedade e precipitação pelo próximo passo, o casamento.       

     

O tempo de cada um
Os apaixonados querem se juntar logo, mas em contrapartida temem ser muito cedo. Já os namorados de longa data receiam expirar o "prazo de validade" da relação ao postergar demais o casório. Mas afinal, como saber que a hora certa para o casamento chegou?

Para o psicoterapeuta Eduardo Ferreira Santos, não existe tempo médio ideal para um namoro virar noivado. O ponto chave é conhecer bem o parceiro e avaliar se realmente deseja ter uma vida em comum com aquela pessoa. A paixão, nessas horas, deve ficar em segundo plano. “O casamento muito imediato é feito em cima de paixão e não em cima de emoção, razão, projetos comuns”, diz.

Heverton Anunciação, autor do livro “Nunca se case antes dos 30”, avalia que é melhor para a relação esperar uma idade mais madura antes de trocar alianças, ou pelo menos deixar a paixão esfriar um pouco para avaliar a ideia de casamento. “A paixão dura no máximo um ano e nove meses, e a maioria dos namoros terminam depois disso. Se o relacionamento continuar além desse prazo, é sinal que os dois investiram para isso, tiveram preparação para renovar a paixão”, explica.

Saiba como tocar no assunto

 Nem todos conseguem segurar a ansiedade e a vontade de morar sob o mesmo teto por tanto tempo como Mariana e Fábio. É possível que um namoro que nunca vire noivado fique aflitivo para uma das partes – geralmente aquela que quer subir ao altar. Mas como definir que já se passou tempo suficiente? Segundo Heverton, a mulher tem que vigiar o prazo. “Um homem pode namorar por cinco anos e não se preocupar com o casamento. A mulher tem estabelecer esse tempo e ver o que ele quer”.


Ao abrir o jogo existe o risco de escutar uma resposta negativa do parceiro ou um pedido de mais tempo. Mas pressão não é o caminho, de acordo com o psicoterapeuta. “Isso pode levar a concessão, ou seja, ele casa para não perder a moça, ou vice-versa, mas cobra caro por isso na relação depois”, diz.
Dar um passo para frente de forma forçada pode significar um casamento infeliz ou até uma separação em outro momento do casal que exige cumplicidade, como ter filhos. “Quando um não quer dois não brigam, quando um não quer dois não casam. Ceder para casar é complicado”, resume o terapeuta.

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