O tesão, sem dúvida nenhuma, é algo de inexplicável. Ele pode ser despertado nos mínimos gestos, ou ter seu foco nas partes mais remotas da anatomia humana, como o dedo mindinho (!). Sim, sim, sim! Todas já devem ter ouvido falar dos adoradores de pés - aqueles homens que perdem a cabeça ao se deparar com um número 34, bico fino. Pois essa prática tem nome: podolatria. E a Poderosas.com colocou o pezinho no terreno desse famoso fetiche para desvendar o significado de um belo calcanhar.
Imaginar que uma pessoa fica excitada mordendo, lambendo, chupando ou beijando os pés de alguém parece estranho. Fora pensar na sujeira e nas bactérias que são, praticamente, coadjuvantes desse ato sexual. Mas, acredite, há quem morra de tesão por essa prática milenar, que possui um fã clube de deixar qualquer astro pop com inveja. E existe uma justificativa para isso: os pés possuem glândulas que liberam feromônios (hormônios que são sentidos através do olfato) e que têm como papel principal atrair indivíduos do sexo oposto. Já para quem recebe as carícias, aí vai: essa região possui inúmeras terminações nervosas, sendo considerada uma das partes mais sensíveis do corpo humano.
Se pensarmos por esse lado, temos a explicação da popularidade da podolatria. No entanto, a atitude de adorar pés estaria supostamente relacionada a algum tipo de submissão, que pode fazer parte dos fetiches tanto do dominado quanto do dominador. Para o submisso, existe a parte estética, a atração física pelo pé em si e o desejo de estar sob um dominador.
Quando somente o ritual em si leva a pessoa ao orgasmo, já consideramos o problema de ordem patológica. Ou seja, é necessário um tratamento que remeta à infância daquela pessoa, pois certamente há escondido aí toda uma relação de submissão e castração por parte dos pais.
Ao se tornar adulta, essa pessoa vai precisar de ajuda médica, ainda mais se suas fantasias forem egoístas ou constrangedoras.
No caso do constrangimento, o assunto é mais delicado porque envolve o parceiro, isto é, apenas o dono do fetiche se satisfaz, não se preocupando se foi bom para o outro.
Independentemente da complexidade do assunto, uma coisa é certa: ter fetiche é sadio e faz parte da natureza humana. O que não pode atrapalhar o jogo sexual são as frustrações e castrações impostas. Portanto, não hesite em pisar firme no mundo das fantasias.

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