Uma vez por mês?
Em primeiro lugar, deve-se entender o seu padrão sexual e saber que não existe medida exata para o desejo. “Libido baixa só é preocupante se começar a trazer sofrimento para a mulher ou se, comparando com um período anterior, houver uma defasagem muito grande na frequência das relações – de três vezes por semana para uma vez por mês, por exemplo. É uma questão pessoal, em que não se estabelecem limites mínimos ou máximos”.
Portanto, não é porque suas amigas alegam transar com os maridos todos os dias que você vai se desesperar e se forçar a ter o mesmo ritmo.
Isso compreendido, se o problema for realmente perda de libido, é preciso detectar sua causa, que pode estar no físico ou no psicológico, e daí partir para as soluções.
“A parte hormonal é muito importante. Alguns anticoncepcionais alteram a produção de testosterona, e isso diminui a libido”, existem antidepressivos que, ao aumentar a produção de serotonina, tiram o desejo das pacientes. Faz-se necessário, nesses casos, administrar o equilíbrio da testosterona. Sempre sob supervisão clínica,
“No Brasil ainda há restrições a esse tratamento, por isso é essencial o acompanhamento. Mas não há nada a temer.
Períodos de atividade hormonal incomum, como a menopausa, a pós-menopausa e o pós-parto também requerem atenção especial. Não é difícil perder a libido quando se passa por eles, mas uma consulta com o seu ginecologista colocará sua vida sexual nos eixos facilmente.
A cabeça também comanda o sexo
Se a questão não é hormonal, são os fatores emocionais que mandam na vontade feminina de fazer sexo. “As mulheres mais seguras verbalizam o que querem, conversam sobre seus sentimentos e desejos com os homens, exigem preliminares.
As que apresentam baixa de desejo normalmente estão com a autoestima comprometida, ou por não gostarem do próprio corpo ou por não se sentirem valorizadas pelos parceiros. Um elogio deles na hora certa já as ajudaria muito”.
A faixa etária com a maior incidência de reclamações, de 31 a 45 anos, “Percebemos, então, que esta é a fase do relacionamento longo, da chegada dos filhos e da valorização da carreira, o que pode causar a dessexualização feminina”,
“O diálogo é essencial. E nada de mudar os papeis, passar a se chamar de ‘pai’ e de ‘mãe’ com o nascimento dos filhos. Os dois têm que conquistar e seduzir o outro o tempo todo, manter o interesse, a admiração. O grande afrodisíaco da vida é a paixão”.
Dicas para esquentar sua vida sexual
* Crie razões para pensar em sexo – A excitação pode ser encontrada até em cenas picantes da novela das nove. Por que não fantasiar que é você nos braços do galã da vez?
* Crie razões para pensar em sexo – A excitação pode ser encontrada até em cenas picantes da novela das nove. Por que não fantasiar que é você nos braços do galã da vez?
* Invista em lingeries sensuais – Além de ser um presente para os sentidos do parceiro, vestir peças caprichadas fará você se sentir mais poderosa e elevará sua autoestima
* Troque mensagens ousadas com seu homem – Use o celular e o e-mail durante o dia para preparar o clima da noite
* Leia contos eróticos – Eles estimulam a sexualidade e podem dar ideias de novas fantasias
* Assista a filmes pornográficos feitos especialmente para mulheres – Dois bons títulos para começar são o premiado “Cinco Histórias Quentes para Ela” (de Erika Lust) e “Fantasias Femininas” (de Petra Joy)
* Crie tempo para o romance do casal – Reserve pelo menos um dia por semana para ficar a sós com ele. Deixe as crianças com a babá ou com a avó e curta a noite como nos tempos de namoro
Edição: Sabrini Gangi
Blogueira: Sabrini Gangi
Fonte: Ig São Paulo





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