Quando a mulher está “naqueles dias” parece que não há remédio que resolva o mal-estar. Veja quais são as dicas dos especialistas para amenizar este problema
Dor de cabeça, cólica, cansaço, depressão e ansiedade. Acrescente a esse caldeirão inchaço nos pés e nas mãos, dores musculares e, para piorar, sensibilidade à flor da pele. Esses são apenas alguns dos sintomas desagradáveis da TPM (tensão pré-menstrual), sentidos por grande parte das mulheres em idade reprodutiva entre sete e dez dias antes da menstruação. Os efeitos da TPM, segundo boa parcela dos ginecologistas, não são nada benéficos à saúde da mulher. A síndrome afeta as relações amorosas e o desempenho profissional de 80% das brasileiras. “O impacto nas atividades cotidianas é maior quando os sintomas físicos e emocionais estão presentes”, diz o ginecologista Carlos Alberto Petta.
Menstruar menos ou mais
A questão está longe de ser consensual entre os especialistas. Para boa parte dos médicos, a menstruação é o melhor sinal do bom funcionamento do organismo feminino. Assim, sabe-se que o óvulo não foi fecundado. Outra parte, porém, considera sangrar uma opção da mulher. O grupo dos contrários à falta de menstruação por causa de um anticoncepcional argumenta que essa suspensão inibe o importante papel sinalizador do sangramento, que pode indicar algo errado no corpo feminino, como problemas nas glândulas tireoide e suprarrenal. Os favoráveis à supressão não veem nenhum mal a longo prazo. “Há mais de 100 anos, as mulheres passavam a vida quase sem menstruar porque engravidavam e amamentavam mais. A falta de sangramento nunca fez mal à saúde feminina”, diz o ginecologista Luis Bahamondes, professor titular do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
Qual o grau da sua TPM?
Os sintomas aparecem de sete a dez dias antes da menstruação (fase lútea) e desaparecem poucos dias após o início do fluxo menstrual. Mas quem convive com a forma mais severa da TPM, chamada de síndrome disfórica prémenstrual (SDPM), tem a qualidade de vida afetada negativamente durante esse período, com interferências nas atividades sociais e na produtividade profissional. “Pacientes que apresentam pelo menos cinco desses sintomas, sendo um deles obrigatoriamente emocional, nos últimos sete ciclos menstruais podem estar convivendo com um grau severo de TPM”, explica o ginecologista Carlos Alberto Petta.
Sintomas emocionais: irritabilidade, depressão ou desespero, ansiedade e tensão, choro, raiva e fúria, oscilações súbitas de humor, dificuldade de concentração, baixa auto-estima, falta de energia, desinteresse nas atividades habituais.
Sintomas físicos: fadiga, dor de cabeça (cefaléia), inchaço dos pés e das mãos, dor nas mamas, distensão abdominal, cólicas, alteração no apetite, dor nas articualações e nos músculos, alteração do sono (aumento do sono ou insônia).
Saiba como prevenir o problema
A TPM pode ser prevenida com simples mudanças na dieta e no estilo de vida:
- Evite café, chocolate em excesso, bebidas alcoólicas e alimentos condimentados.
- Faça exercícios físicos aeróbicos, como caminhar rapidamente de 3 a 5 quilômetros por dia, três a quatro vezes por semana.
- Faça atividades lúdicas, para reduzir o estresse.
- Consuma alimentos à base de soja, que têm efeito estrogênico.
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Edição: Sabrini Gangi
Blogueira: Sabrini Gangi
Fonte: Revista Viva a saúde

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